Incrível mesmo o que acontece. A gincana é um bichinho que pica a gente uma vez na vida. Uma só vez e já basta. É um vírus, uma coisa que te domina. Ele pode picar uma vez e você não sentir nada. E aí parabéns, você saiu ileso! Mas se você sentir qualquer sensação de pernas inquietas, dor de barriga, vontade louca de ficar sem dormir, coração querendo sair pela boca, um distúrbio de atenção para outros assuntos e uma ansiedade imeeeensa, sinto lhe informar, mas você está contaminado. A boa notícia? É que a contaminação é do bem, muito do bem. E melhor, esse contágio não acaba, não tem cura, não dá pra estancar. Ele vai contaminando outros. E outros. E vai cada vez crescendo mais. É um vírus imbatível, não existe NADA mais forte que ele. Você vai lá, fica dominado pela força da sua equipe, passa o final de semana inteiro sem dormir (ou quase sem dormir), corre feito louco pra resolver e fazer coisas que nem sabia que sabia fazer, bate na porta das pessoas que nem conhece em horários incovenientes para pedir ajuda, faz coisas que em qualquer dia normal não teria a cara de pau de fazer. Você vira índio, soldado e até avatar. Eu disse que era um vírus do bem. Claro que é. É do bem porque ele te ensina a melhor de todas as lições: superação em equipe. O amor pela gincana é algo que não tem fim, não cessa, não adormece. Quem ama gincana, ama porque ama. E ponto. Não é só pela amizade, nem só pelo prêmio ou pela vitória, é pelo que ela faz despertar. Esse vírus faz a gente se sentir maior e mais forte do que é. Esse bichinho de nome "Gincana", também tem sobrenome. Afinal, a gente ama "Gincana", mas cada um tem a sua "família". Pra mim tem o sobrenome "Xiruz", mas pra outros o sobrenome é "Kaimana", ou "Los Refugos", ou "Xami'Xunga", ou "Kabonghi", ou Selvagens". O que importa é que nesse final de semana o mundo parece que deixa de existir, o relógio vira um marcador de tarefas, e cada um de nós vira mais um soldado desse exército que ninguém segura. Vamos lá, Xiruzada! Eu acredito MUITO na gente.
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