Parei para contar quantas coisas precisamos administrar na vida em rede. Na vida pessoal, como estou em vias de sair da casa dos pais para morar com o namorado, sei que terei uma vida real para administrar, com contas de luz, água, tv a cabo, internet, supermercado, parcelas do financiamento da casa, investimentos, etc etc.. Mas e na vida virtual, quantas contas temos por administrar? Eu sei que estou longe de ser a que tem mais contas on-line para administrar, mas as poucas que tenho já me fizeram rebolar até que me adaptei. E vou te dizer, acho fascinante a maneira como nos adaptamos para dar conta de coisas que sempre achamos que não conseguiremos abraçar. Mas, é claro, sejamos seletivos e vamos utilizar apenas o que realmente tem algum valor na rede. Entre tantas possibilidades na rede eu fico com Facebook, Twitter, Blog e e-mails, claro. Para administrar, devo ter 5 fan pages e 2 perfis no Facebook, 1 perfil no Google+, 3 no Twitter, 3 sites, 4 blogs e 4 e-mails. Sou defensora do uso destas principais ferramentas, pelo menos. Mas não pensava assim há pouco tempo atrás. Minha resistência ao twitter era realmente muito grande, como já mencionei em outro post.
E não é que o próprio twitter, conforme fui conhecendo-o, que me convenceu do contrário. O que gosto no twitter é que ele é um filtro, uma maneira de selecionar as fontes de acordo com as informações que quero receber. Claro que tem muita gente que twitta um milhão de bobagens por minuto, mas é só você não seguí-los. Ah, e também não quer dizer que se você tem conta do twitter, precisa twittar a todo minuto. Mas também não dá pra deixar o pobrezinho esquecido lá sem atualizações. Escreve alguma coisinha, pelo menos uma vez ao dia, já está bom. Com o tempo você vai avaliando quantos minutos do seu dia acha interessante e viável dedicar a ele. Acho que muito além de ter o que twittar, o legal ali é analisar, estar por dentro, saber antes. Pra mim foi assim com aquele vídeo lindo da Banda Mais Bonita da Cidade, com a morte da Amy Winehouse e também com a Luísa que estava no Canadá ou até já voltou de lá. Mas também, principalmente, com praticamente todo o conteúdo de leitura sobre comunicação, marketing e publicidade que acompanho. Por isso, hoje, eu não sei porque não fiz a conta no tal Twitter antes.
Outra coisa legal no microblog é o estímulo à capacidade de síntese do que queremos escrever. Quem (quem?) não ficou de cara nos primeiros tweets por ter que cortar caracteres do que queria postar? Eu fiquei. Ainda hoje me pego apanhando às vezes nesse treino, mas é um exercício valioso. E necessário, nos dias de hoje.
Sei que tem muita gente resistente ainda hoje a usar o twitter e, é claro, o microblog não é a coisa mais importante do mundo e dá pra sobreviver sem ele sim. Mas não dá pra negar que ele é revolucionário e ficar de fora deste momento da comunicação, em que uma rede social tem seu nome transformado em verbo, é no mínimo marcante. Me lembra maizena, ban-daid, bombril e todas essas marcas que viraram nomes de "coisas". É bem interessante.
Sei que tem muita gente resistente ainda hoje a usar o twitter e, é claro, o microblog não é a coisa mais importante do mundo e dá pra sobreviver sem ele sim. Mas não dá pra negar que ele é revolucionário e ficar de fora deste momento da comunicação, em que uma rede social tem seu nome transformado em verbo, é no mínimo marcante. Me lembra maizena, ban-daid, bombril e todas essas marcas que viraram nomes de "coisas". É bem interessante.
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